Força, Felipe Massa!

No último sábado, no treino preparatório para o GP da Hungria de Fórmula 1, o piloto brasileiro da Ferrari, Felipe Massa, foi vítima de uma fatalidade: uma peça soltou-se do carro de seu compatriota Rubens Barrichelo e atingiu-lhe em cheio o rosto, quebrando, inclusive, parte de seu capacete.
Vários boatos surgiram, médicos deram opiniões à distância - o que acho errado, já que não estão acompanhando o caso "in loco" - e a verdade é que ninguém sabe como será a recuperação de Massa. As últimas notícias vindas da Hungria dão conta de que o estado do piloto é grave, porém estável. Ele teria sofrido uma fratura pouco acima do olho esquerdo, que também pode ter sofrido algum dano. Pelo que os médicos que acompanham o caso estão falando é muito cedo para avaliar se haverá sequelas leves ou mais graves ou se Massa vai voltar a correr um dia ou não.
O que posso dizer é que na hora em que assisti as cenas do acidente no Jornal Nacional, da Rede Globo, apesar de já estar sabendo por cima o que havia acontecido, fiquei perplexo. Primeiro porque o impacto foi muito forte e, provavelmente, pela impressão que tive e pelo que especialistas disseram, só o choque já havia desacordado Massa, que ainda batera na proteção de pneus na sequência.
Além disso, o que me deixou mais assustado foi que em frações de segundo meu arquivo mental tratou de carregar em minha retina a tragédia que envolveu o eterno ídolo nacional Ayrton Senna, há 15 anos. Parecia a mesma cena: os paramédicos removendo o piloto do carro, o helicóptero descendo na pista... Creio eu que todos os brasileiros sentiram um frio na espinha ao ver esta cena.
Mas, como dizem alguns ditados populares: "não dá pra mudar o que já aconteceu", "agora é bola pra frente" e "Deus sabe o que faz". Não que Ele seja culpado pelo que nos acontece. Nada disso. Até porque acredito que tudo acontece por uma razão e ninguém recebe um peso maior do que aguenta carregar. O que nos resta agora é rezar para a plena recuperação de Massa e que, se assim for permitido, ele possa voltar a fazer o que mais gosta, que é voar nas pistas da F1.

Parte da imprensa é nojenta

Na madrugada de domingo para segunda-feira passada, um acidente de proporções gigantescas chocou o mundo. O voo AF 447 da empresa Air France, que saiu do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 19h30 do dia 31/05, e tinha chegada prevista para 6h10 (horário de Brasília) do dia 01/06, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, simplesmente desapareceu no ar.
Ainda não se sabe o real motivo do acidente, mas as equipes de busca já localizaram alguns destroços do avião próximos a ilha de Fernando de Noronha, pertencente ao estado de Pernambuco. Pela dificuldade de acesso ao local e pela demora em achar as partes do avião e até mesmo os passageiros e funcionários da Air France que estavam no voo, especialistas dizem que muito provavelmente não haverá sobreviventes.
Acredito que os seres humanos que têm escrúpulos ficaram chateados com o ocorrido, ou ao menos reagiram com espanto diante de tamanha catástrofe. Mas, infelizmente, no mundo em que vivemos há cidadãos deploráveis que não merecem o ar que respiram. Ontem fiquei sabendo por uma fonte confiabilíssima que há membros da imprensa que comemoraram o acidente pelo fato dele render notícia pelo menos para o resto da semana.
De acordo com a Air France, 12 tripulantes e 216 passageiros, dentre eles um bebê, sete crianças, 82 mulheres e 126 homens estavam no voo. Aí eu me pergunto: como alguém pode festejar a morte de tanta gente só pra vender jornal ou ganhar audiência? Pergunto, mas infelizmente sei a resposta: o ser humano fica cego diante da possibilidade de se sobressair aos outros. O sucesso torna o homem cego, cruel e mesquinho.
Nessas horas sinto vergonha de ser jornalista. Em contrapartida, fico tranqüilo pelo fato de atuar com um jornalismo mais comercial, mesmo tendo alguma ressalva quanto à parcialidade que às vezes se faz necessária, para puxar sardinha para algum anunciante da revista. Prefiro escrever um texto com tendência comercial do que ser obrigado a explorar a morte de centenas de pessoas e, ainda, conviver com gente que comemora tragédias pra vender jornal.

O dono da verdade existe, sim. O nome dele é Luxemburgo

Dizem que Deus é o único dono da verdade, mas eu discordo. Acompanhando as entrevistas coletivas do senhor Vanderlei Luxemburgo, vulgo Luxa, vitorioso treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras, percebo que o Criador de todas as coisas não é o único sabedor de tudo.
O tal treinador pensa que é uma espécie de Deus, um ser intocável e inquestionável. Ele chega ao ponto de se achar capaz de negar a realidade, bater com a cabeça na parede contra fatos e argumentos, se expondo ao ridículo, como fez ontem após o empate no primeiro jogo do Verdão pelas quartas-de-final da Taça Libertadores da América, contra o fraquíssimo Nacional do Uruguai.
Quem acompanha futebol sabe que é de praxe os treinadores transferirem a responsabilidade da derrota para a arbitragem, tirando, assim, o foco de cima dos jogadores e de si próprios. No entanto, nosso bravo Luxa, constatando que o árbitro não teve influência nenhuma no péssimo resultado de 1 a 1 no jogo de ontem, tratou de achar outros culpados: a torcida do próprio Palmeiras, a imprensa e seus jogadores.
Esse cidadão que já causou a ira da torcida palestrina em 2002, quando dispensou o meio de campo inteiro da equipe e se mandou para o Cruzeiro, contribuindo muito para o rebaixamento do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, está mexendo no vespeiro (ou seria no chiqueiro?) mais uma vez.
Deixe-me enumerar os erros grotescos do senhor melhor treinador do Brasil no jogo de ontem:
1- Jogando em casa, precisando de uma boa vitória, escalou apenas um atacante. Esquema 3-6-1, coisa de time covarde.
2- Na ala direita escalou o glorioso F. Capixaba, que não consegue dominar uma bola sequer.
3- Na metade do primeiro tempo, percebendo as falhas, tratou de fazer duas alterações. Entraram Lenny e Ortigoza, que desde o início do ano vêm jogando bem? Não, claro que não. Entraram Marquinhos, que atravessa uma fase ridícula, e Obina, que chegou ao clube há dois dias. Dá pra entender?
4- Mesmo assim o time achou um gol, quando Diego Sousa acertou um chute forte rasteiro e o goleiro uruguaio aceitou: 1 a 0 Palmeiras. O certo agora seria aproveitar a empolgação e ampliar o marcador, já que o Nacional não ameaçou o gol de Marcos em momento algum na segunda etapa, certo? Errado mais uma vez! O todo-poderoso Luxa tirou o centroavante Keirrisom e colocou o caneludo Jumar. E pra ajudar, a sorte acabou e o Nacional achou um gol também: 1 a 1 e fim de jogo.
5- Na coletiva de imprensa Luxa fez questão de, após ter defecado em campo, jogar o estrume no ventilador, proferindo um discurso nojento. Ele se eximiu de culpa, dizendo que as alterações foram corretas, falou que a torcida deveria empurrar o time e não criticar, falou que o Palmeiras não tem jogadores decisivos como Ronaldo e Nilmar, e de quebra disse que os jornalistas que criticaram sua atuação são corinthianos e, por isso, não enxergam a verdade.
Acho que o Luxa precisa consultar um oftalmologista imediatamente, porque quem não está enxergando a verdade é ele. Vou dar uma ajudinha: a verdade é que o Palmeiras só passou da primeira fase por causa de um gol espírita do Cleiton Xavier; só passou das oitavas porque nosso santo goleiro Marcos é um monstro nas disputas de pênaltis; e, agora, mais uma vez, só passará pelas quartas por um outro milagre – isso se o homem lá de cima ainda estiver disposto a dar uma forcinha.
Meu lado torcedor ainda acredita na classificação, esperando que mais um milagre aconteça. Já como jornalista, espero que o tal melhor treinador do Brasil pare de palhaçada e planeje uma tática decente e condizente com a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Caso contrário, a Libertadores para o clube acaba no próximo dia 17, assim como o ciclo do treinador que pensa que é Deus.

Fone de ouvido é pra ser usado!

Existe alguma lei que proíba um infeliz de ouvir música em um volume absurdamente alto dentro de lugares fechados e públicos, como ônibus, trens e metrôs?
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Se ainda não criaram nada nesse sentido fica aqui minha sugestão em forma de súplica. Meus ouvidos - e acredito que de outras pessoas também - não são latrinas nem cestos de lixo pra serem obrigados a escutar o excremento que alguns indivíduos ouvem - sem fone de ouvido - no transporte público de São Paulo.
Mesmo que escutassem músicas de qualidade, como Mozart ou Pavarotti, Beatles ou Queen, esses acéfalos não teriam direito de importunar as pessoas ao redor. E é para isso que inventaram os fones de ouvido. Ainda se fosse alguma novidade ou um acessório caro, haveria motivos compreensíveis para a não utilização dos fones. Mas a verdade é que os energúmenos que colocam o som no talo só querem aparecer. E o mais incrível é que eles acreditam piamente que estão bem na fita escutando os pancadões da vida.
A realidade é que grande parte dos cidadãos que utilizam o transporte coletivo estão indo ou voltando do trabalho, da faculdade, da escola, e por aí vai, e certamente gostam de ter o mínimo de conforto e sossego durante o trajeto. Por isso, assim como não é permitido fumar dentro dos veículos de transporte público, deveriam proibir que esses animais - aliás, se a entrada de animais é proibida como esses caras conseguem andar de ônibus? - escutem música alta sem fone de ouvido.
Outra coisa terrível é entrar no trem abarrotado, às 6h, e ser obrigado a aturar pessoas cantando a plenos pulmões e pregando veementemente a palavra de quem quer que seja. Nada contra as religiões ou manifestações religiosas, mas existe lugar para isso, e com certeza não é o trem. Isso não é liberdade de expressão, mas sim falta de respeito ao próximo.

De onde saem tantas mulheres maravilhosas?

Esta semana estive no Transamérica Expo em São Paulo, SP, para cobrir algumas pautas na Intermodal, uma feira do setor de logística, mas isso não tem importância para este blog. O que preciso compartilhar é que fiquei boquiaberto com a quantidade de mulheres lindas presentes no evento.
O problema é que apesar de ficar admirado com tanta beleza, confesso que fiquei chateado. É duro passar o dia inteiro analisando os atributos e o potencial excepcional das moças e, mais tarde, ao chegar em casa, não encontrar nada parecido. Chega a ser desanimador pensar como a distribuição feminina é desigual nesse País. Como algum sujeito pode pilotar máquinas como aquelas sozinho? Sou a favor de uma reforma que acabe com essa injustiça.
Obviamente a beleza é um dos requisitos para as empresas contratarem essas garotas. Só não entendo como não me deparo com aquelas belezuras no cotidiano. Elas devem viver em uma espécie de mundo paralelo e só surgem na realidade dos meros mortais em eventos como esse. É a única explicação plausível, ao menos pra mim.
O mais deprimente - repare nisto - é que ao passar pelos corredores dos Pavilhões, e isto em qualquer evento desse tipo, as moças dos estandes te olham como se estivessem dando mole, mas a verdade é que só estão sendo simpáticas para que você, imbecil, entre no estande. Esse é o trabalho delas: atrair os visitantes da feira.
Diz a boca pequena que quem se dá bem nesses eventos são os gringos e executivos com bala na agulha. Mas não vou entrar neste mérito. Para entender porque isso deve realmente acontecer basta ler o post O Marketing da conquista neste link:

Isso é hora de emprestar dinheiro, Brasil?

Desde que acompanho alguma coisa sobre política e economia, e isso não faz muito tempo, sempre ouvia falar que o Brasil devia dinheiro para o FMI - Fundo Monetário Internacional. Depois que o Lula assumiu a presidência, a história mudou: o País quitou as dívidas e foi dito que poderíamos andar pelas próprias pernas, sem ajuda externa.
Embora não seja especialista em economia, acredito que o Brasil realmente seja um país emergente, que o poder de compra do brasileiro aumentou razoavelmente nos últimos anos, o PIB cresceu e, sem conhecimento teórico, presumo que por esta boa maré é que foi possível quitar algumas dívidas e colocar o País nos trilhos do desenvolvimento.
No entanto, hoje fui supreendido pela notícia de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o Brasil está entrando para o seleto grupo de credores do FMI, colocando US$ 4,5 bilhões à disposição do Fundo, caso este necessite emprestar recursos para países que passam por dificuldades financeiras em virtude da crise internacional.
Ressalto que não sou especialista em economia, mas gostaria que alguém explicasse se essa quantia modesta não poderia ser empregada na geração de empregos, na construção de escolas, hospitais, ruas, dentre outras necessidades latentes em nosso Brasil. Entendo que emprestar dinheiro é um luxo ao qual países desenvolvidos e sólidos têm direito.
Um país que apenas sonha em se tornar desenvolvido, mas que não passa de emergente e ainda tem muito o que emergir, deve priorizar as necessidades internas e ajudar primeiro a si próprio, para depois ajudar aos outros. O Brasil tem muito potencial para se tornar grande, mas ainda não é. Não é porque na reunião do G20 disseram que nosso País é sólido que temos que acreditar nisso.

Orkut: útil, mas cheio de tranqueira

Todo mundo sabe que o Orkut é um site de relacionamentos no qual as pessoas criam os seus perfis colocando todo tipo de informação sobre si próprias. O membro do Orkut pode postar fotos e vídeos, criar e fazer parte de comunidades sobre os mais diversos assuntos, conhecer novas pessoas e até mesmo achar aquele amigo de escola com quem acabou perdendo contato com o passar dos anos.
Bacana! Até aí tudo bem. Eu fiz parte do Orkut no início da febre no Brasil, há alguns anos. Depois acabei enjoando e passei a achar aquilo de uma idiotice sem tamanho. Mas, no começo deste ano, um pouco mais maduro, talvez, resolvi reativar o meu perfil, em partes motivado pelo fato de ter terminado a faculdade e não poder mais encontrar alguns amigos com a mesma frequência do tempo acadêmico.
Entretanto, isso não significa que eu não implique mais com o Orkut. Ou melhor, com muitas pessoas que fazem parte dele. Tem coisas que não consigo entender, não sei se por burrice ou porque sou uma pessoa normal. Por exemplo: como alguém consegue ter 998 amigos? Se for um artista, uma pessoa famosa, tudo bem, eu compreendo. Os fãs adicionam o indivíduo como amigo e está feito: ele é o cara mais querido da net, embora não conheça a maioria daquelas pessoas que o adicionaram. Agora, como aquela garota que trata os outros por “oi miguxaaaa, ki xaudadi de voxe amoreee!” pode ter tantos amigos? Uma pessoa normal tem lá dentre os seus contatos colegas de escola e de faculdade, familiares, vizinhos, colegas de trabalho, o pessoal do inglês, do curso de informática ou das aulas do que quer que seja. Mas ninguém é amigo de quase mil ou até mesmo de 500 pessoas. É humanamente impossível.
E nessa infinidade de amizades surge a falsidade, tão inerente ao ser humano. No Orkut as pessoas sentem saudade de todo mundo. Até mesmo daquele fulano que nem lembraria o nome, não fosse o bendito site de relacionamento. Daí então, quando o sujeito deixa um recado no Orkut do “amigo”, este diz que está morrendo de saudade e que o adora de paixão. Pura lorota, cascata das bravas. Se o cara realmente estivesse com tanta saudade pegaria o telefone e ligaria ou na pior das hipóteses mandaria um e-mail.
Se eu pudesse, dos pouco mais de 100 contatos do meu Orkut, tirando uns 10 da família – que além de parentes são meus amigos – eu colocaria mais uns 10 como amigos de verdade e os outros como colegas ou conhecidos. As pessoas podem ter perdido noção do significado da palavra amizade, mas eu sei muito bem qual é. E posso garantir que não é “oi miguxa, ki vontadi de ti ver lindona”.
E o que falar dos cretinos que escrevem aSsImMmMmMmMmM??? Santa falta do que fazer, hein!? Dá até enjoo de ver. Me pergunto qual a finalidade disso. Alguém sabe explicar? Talvez algum psicólogo. Deve ser algum distúrbio fácil de ser tratado.
De resto, tirando os milhões de comunidades estúpidas sem pé nem cabeça, do tipo “eu já caí do patins” ou “eu gosto da Tia Elvira”, o Orkut pode ser muito útil. É possível fazer contatos profissionais, conversar com pessoas que moram longe ou com aquelas que por falta de tempo você acaba não encontrando normalmente, e por aí vai. Por isso, ao contrário do que pensava antes, não sou um estúpido por estar no Orkut, nem o Orkut é um site idiota. É apenas um site do qual fazem parte muitas pessoas normais como eu e uma infinidade de imbecis. Ou seja, mais um reflexo da sociedade.

Os craques de ontem eram melhores que os de hoje

Que a preparação física passou a ser fundamental no futebol não há como negar. Antigamente o jogo era muito mais cadenciado e a habilidade era algo essencial. Hoje o que predomina é a força física e a marcação no estilo carrapato. Não vejo este cenário como algo ruim e partilho da opinião de que o importante é aliar dom e força. O problema é que poucos têm o dom.
Dessa forma, uma pergunta se faz pertinente: será que não há mais espaço para os jogadores diferenciados, a fonte produtora de craques secou ou a fábrica de jogadores jogou fora as fôrmas que outrora produziram gênios? Na minha ótica a terceira opção é a mais aceitável.
Descarto a primeira porque não consigo admitir a possibilidade de que aspectos como habilidade, criatividade e dribles sejam abolidos em detrimento a velocidade, fôlego e músculos, frutos da preparação física aprimorada a cada dia. O craque, o cara que desequilibra com jogadas bonitas e inteligentes, deve ter espaço no futebol sempre.
Desconsidero também a segunda opção porque ao assistir jogadores como o ótimo Lionel Messi, do Barcelona, e o excelente Steve Gerrard, do Liverpool, dentre outros, não dá pra dizer que não há grandes jogadores atuando. Do meu ponto de vista, a fonte produtora de craques não secou, só diminuiu a qualidade dos produtos confeccionados.
E é aí que inicio a justificativa pela escolha da terceira opção como a mais plausível. Para defender esta tese me apego aos exemplos de alguns atletas que venceram o prêmio da FIFA de melhor jogador do mundo nesta e na última década.
Kaká e Cristiano Ronaldo indiscutivelmente são grandes jogadores. Para os padrões atuais, com justiça foram eleitos os melhores do mundo nos dois últimos anos. No entanto, como compará-los a Ronaldo Fenômeno ou Zinedine Zidane, premiados na década de 1990? Impossível. Seria um insulto aos ouvidos de quem acompanha futebol. Kaká e o astro português são ótimos, enquanto Ronaldo e Zidane foram gênios.
Defendo que os melhores do mundo na década passada são infinitamente superiores aos melhores do mundo da década atual, analisando o auge de cada um. Por isso, não culpo a preparação física pela queda de qualidade no futebol. Culpo, sim, os deuses do esporte que pararam de fabricar Ronaldos, Zidanes, Romários, Maradonas e Rivelinos. Isso sem citar Pelé, porque aí já seria covardia. Imagine só o Rei do Futebol, com toda sua majestade, desfrutando dos benefícios da preparação física atual...

O Marketing da conquista

Mas o que tem a ver alhos com bugalhos? Qual a semelhança entre os relacionamentos amorosos e negócios, cineminha e Marketing? É o que tentarei expor a seguir, tendo como base uma teoria fundamentada em experiências vividas por cobaias humanas, as quais não sabiam que estavam sendo monitoradas por este que vos escreve. Ou seja, no popular, vou falar como é que "funciona o esquema" no dia a dia.
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Público-alvo
Um dos primeiros pontos a serem definidos durante a criação de qualquer negócio é o público-alvo (ou target). Por exemplo: estou criando uma empresa que venderá bolinhas de gude. Então, defino que o meu alvo serão crianças de oito a 14 anos, de classes A, B e C. Seguindo esta lógica, o indivíduo que está na batalha para achar a pessoa amada deve inicialmente identificar um alvo. Não adianta sair atirando pra todo lado. Quem muito quer, nada consegue. Então se o seu alvo são as garotas que frequentam a igreja e almoçam com a família aos domingos, vá em frente e mantenha o foco no seu target.
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Imagem
O maior patrimônio de qualquer organização é a imagem. Antes de qualquer coisa, uma empresa deve primar pela forma como é vista pela sociedade, pelos próprios funcionários e, principalmente, por seus clientes. Para isso, têm departamentos responsáveis pela comunicação, seja institucional, comercial ou midiática. O importante é transmitir uma imagem sólida e de credibilidade. Uma empresa mal falada ou que passe a imagem de desorganização não vai pra frente.
Da mesma forma, uma pessoa que está a procura de um par, por motivos óbvios, também deve prezar pela boa aparência. Cabe um exemplo: a menina está lá na balada, toda empolgada e esperançosa de que naquela noite irá encontrar um cara bacana, e de repente se aproxima um cidadão todo torto e fedendo cachaça, com uma péssima imagem. A tendência é que ela o dispense sem mais delongas, salvo algumas exceções, afinal, tem louca pra tudo.
E, pra você meu amigo, que tal aquela rapariga que fala alto, não lava o cabelo há uma semana pra não estragar a chapinha, e ainda por cima usa gírias como mano, truta e rolê? Arrgghh! Nem pensar.
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Marketing
Para lançar um produto, projeto, ideia ou qualquer novidade que seja, uma empresa precisa de um planejamento muito bem elaborado e deve criar ações de Marketing para que a novidade passe a ser de conhecimento de seu público-alvo. Há várias formas de divulgação, mas a principal são os véiculos de comunicação. Uma novidade pode ser divulgada na TV, no rádio, na internet, etc. E, claro, para investir nisso a empresa precisa ter dinheiro. Uma empresa sem dinheiro não tem sucesso e sem sucesso também não tem dinheiro.
Ué, como comparar agora? Ah, o gancho é o veículo. Supondo que naquele exemplo da balada, um cara boa pinta tenha chegado na garota e com um bom papo tenha ganhado a simpatia dela. Eles trocaram telefones e ficaram de marcar um cineminha. É aí que a casa cai. O rapazote - estudante, trabalhador e gente fina - não tem um veículo para buscar a nobre donzela e levá-la a sessão pipoca. Imagine só o papo "nos encontramos às 20h na estação Barra Funda?". Sem chance. Se não tem carro, não tem conversa. Essa é a verdade. Portanto, assim como para as empresas, para as pessoas o veículo é algo essencial.
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Portanto, se você quer ter sucesso nos negócios ou na vida pessoal, precisa investir em imagem e deve dispor de cash para usufruir de recursos que levem a sua marca adiante, conquistando, assim, o seu público-alvo.

FIA anuncia mudança na pontuação da F1

Recentemente a FIA - Federação Internacional de Automoblismo anunciou uma mudança importante na Fórmula 1. A entidade decidiu que o primeiro critério de classificação será o número de vitórias, e não mais os pontos, que beneficiam do primeiro ao oitavo colocado, com 10 e 1 ponto, respectivamente. Agora os pontos servem apenas como desempate nos casos em que os pilotos tiverem o mesmo número de vitórias.
Se o novo critério já estivesse em vigência na última temporada, Felipe Massa, piloto brasileiro da Ferrari, teria sido o campeão. Já o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, teria que se contentar com o amargo vice-campeonato, já que o brasileiro venceu seis corridas, contra cinco triunfos do adversário. Mas, como em 2008 o critério utilizado ainda era a somatória de pontos, Hamilton foi o campeão, Massa ficou a uma curva da glória e o alemão Timo Glock, que estranhamente diminuiu a velocidade na curva final, permitindo a ultrapassagem de Hamilton e tomando a taça das mãos do piloto da Ferrari, tornou-se persona non grata no Brasil.
Com os devidos pingos colocados nos "Is", dou então o meu veredíto quanto ao novo critério adotado pela FIA: não acho justo! Tradicionalmente, nesta que é a categoria mais importante do automobilismo mundial, sempre houve os pilotos top que brigavam pelo título, os coadjuvantes que vez ou outra beliscavam boas colocações e os que corriam com o mísero propósito de concluir a prova. Na minha visão, com esta mudança, haverá apenas dois tipos de piloto na F1, os dois que brigarão pelo título e o resto, que correrá sem grandes pretensões.
E tem mais: a regularidade de nada irá valer. Por exemplo: o piloto A vence seis corridas e vai mal em todas as outras da temporada, totalizando 60 pontos pelo critério antigo. E enquanto isso, o piloto B ganha quatro provas, mas mantém a regularidade e termina três corridas em segundo lugar, somando 64 pontos. O que acontece com o novo critério de classificação? O piloto A é o campeão. É justo? Pra muitos pode ser, mas para mim não é.